PÃO DE SANTO ANTÓNIO
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A título de exemplo mencionamos donativos enviados para paróquias na Ucrânia, Hospital Pediátrico de Belém na Palestina e Caritas Diocesana de Cabo Delgado, em Moçambique.
Santo António foi um amante da Palavra do Senhor e procurou com sinceridade a vontade de Deus na construção do Seu Reino na terra, lutando pela justiça e privilegiando, através da sua palavra e das suas ações os mais frágeis e desprotegidos, tendo pronunciado palavras muito duras contra aqueles que exploravam os pobres.
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Qual é a origem do Pão de Santo António?

Já no tempo em que Santo António (na altura ainda Fernando de Bulhões) estudava em Coimbra, no abastado mosteiro de Santa Cruz, costumava sair pelos subúrbios da cidade para distribuir comida aos mais necessitados.
Quando depois se tornou franciscano, tomando o nome de António, deixou o conforto do mosteiro para integrar a comunidade franciscana no eremitério de Santo Antão dos Olivais e passou a pedir esmola aos mais abastados para distribuir pelos pobres.
Aqui não terá permanecido senão alguns meses, pois movido pelo desejo missionário viajou para Marrocos para pregar aos mouros, mas após vária peripécias que não cabe aqui agora contar, quis a providência que acabasse por chegar à Itália, tendo participado, em Assis, no I Capítulo da Ordem Franciscana, onde conheceu o fundador da Ordem, Francisco de Assis.
António era um ilustre desconhecido e passou os primeiros tempos dedicando-se a trabalhos menores no eremitério de Monte Paolo até que se descobriu o seu carisma de pregador exímio da Boa Nova do Evangelho. A partir daí foi um pregador incansável e grande defensor da justiça a favor dos mais frágeis por todo o Norte de Itália e Sul de França, tendo permanecido sobretudo ligado à cidade de Pádua, onde era especialmente querido.
Quando morreu aos 36 anos, exausto por uma vida gasta ao serviço da Evangelho e na defesa dos mais pobres, a fama da sua santidade já corria veloz, de tal forma que as crianças de Pádua saíram pelas ruas correndo e gritando “Morreu o Santo”.
Conta a tradição que a distribuição do pão de Santo António teve origem num milagre que ocorreu em Pádua, no tempo da construção da Basílica edificada em sua honra. Uma criança caiu num poço e afogou-se e a sua mãe prometeu dar aos pobres uma porção de trigo igual ao peso da criança caso o santo o ressuscitasse. A mulher é ouvida e a promessa realizada.
Já no século XIX, uma comerciante de Toulon, em França, vê a chave do seu estabelecimento partir-se na fechadura. Depois de inúmeras tentativas infrutíferas para abrir a porta e antes de a arrombar, a mulher promete a Santo António distribuir pão pelos mais necessitados, caso conseguisse abrir a porta sem a forçar. Então, numa última tentativa introduz de novo uma chave na fechadura, com a outra partida no seu interior, e a porta abre-se com a maior facilidade. A mulher cumpre a sua promessa e a loja torna-se um centro extraordinário de distribuição de pão aos necessitados. Este episódio divulgou-se por toda a Europa, tendo chegado a Portugal por ocasião das comemorações do 7º Centenário do nascimento do Santo.
Hoje em dia, nas Igrejas anexas aos conventos onde vivem comunidades franciscanas, é costume distribuir-se o pão de Santo António aos devotos, particularmente por ocasião das festas de Santo António. Este gesto simbólico quer lembrar aos amigos e devotos de Santo António o compromisso cristão de contribuir para minorar as injustiças do nosso mundo acolhendo os mais frágeis da nossa sociedade, partilhando o tempo e os bens que o Senhor nos dá com todos aqueles que estão fragilizados, são injustiçados ou passam necessidades.
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