O dia seguinte à Páscoa começou, com uma notícia que nos abalou: morreu o Papa Francisco! A partir daquele momento jornais, televisões e redes sociais tornaram -se um rio de manifestações de pesar e de gratidão, um rio de afetos e comentários.
Encontro-me perto de Pádua onde, no dia 21 de abril à tarde, se iniciou o nosso Capítulo Provincial que, cada quatro anos, organiza a vida das comunidades dos Frades Menores Conventuais da Província de Santo António, que se estende do norte de Itália à França, Portugal, Chile e Gana. O Capítulo acabou no sábado, dia 26 de abril. Começou com o dia da morte do Papa Francisco e acabou com o dia das exéquias.
O título do instrumento de trabalho desta semana, “Tu és Esperança”, foi retirado de uma oração de São Francisco, os Louvores de Deus Altíssimo. Dos trabalhos surgiu um documento simples, leve, desafiador e recheado de citações do magistério do Papa Francisco, o qual servirá de programa quadrienal (2025-2029).
Francisco apresentou-se como um Pastor
- que nos convidou a “caminhar juntos” e é abençoado pelo povo de Deus;
- que alterou o vocabulário da Igreja inventando palavras como “misericordiar”;
- que abriu as portas a “todos”, repetido três vezes;
- que apelou incansavelmente pela paz e pela reforma da igreja, lutando contra os abusos e o clericalismo, e implementando o método da sinodalidade;
- que viu o mundo como uma “casa comum” habitada por uma “família de ir-mãos”…
Francisco despediu-se em dia de Páscoa lembrando que este é o tempo da Esperança, como ele mesmo dizia na homilia de indicção do Ano jubilar: “É de esperança que precisamos… Todos precisamos dela! E a esperança não engana… Não o esqueçamos! … De esperança, precisa cada um de nós” (Papa Francisco, 9 de maio de 2024).