25º Domingo do Tempo Comum – B

Que discutíeis no caminho?

Jesus, precisamente para ilustrar isto, depois de ter falado da primazia do serviço, faz um gesto. Vimos que os gestos de Jesus são mais fortes do que as palavras que usa. E qual foi o gesto? Ele pega num menino e coloca-a no meio dos discípulos, no centro, no lugar mais importante.

O menino, no Evangelho, não simboliza a inocência, mas a pequenez. Porque os mais pequeninos, como as crianças, dependem dos outros, dos adultos, precisam de receber. Jesus abraça aquele menino e diz que quem acolhe um pequenino, uma criança, é a Ele que acolhe. Eis, antes de mais, quem servir:  aqueles que precisam de receber e não têm como restituir. Ao acolher aqueles que estão à margem, negligenciados, acolhemos Jesus, porque Ele está ali. E num pequenino, num pobre a quem servimos, também nós recebemos o terno abraço de Deus.

Amados irmãos e irmãs, interpelados pelo Evangelho, perguntemo-nos: será que eu, que sigo Jesus, me interesso por aqueles que são mais negligenciados? Ou, como os discípulos daquele dia, procuro gratificação pessoal? Será que entendo a vida como uma competição para criar espaço para mim mesmo à custa dos outros ou será que acredito que sobressair é servir?

Dá-nos um olhar de crianças

Nós Te louvamos, Senhor,
porque estás cheio de ternura.

Derrubaste as nossas categorias,
levantaste os pequenos e os humildes.

Faz que nos lembremos sempre
das tuas palavras, dos teus gestos,
e do carinho que demonstraste pelas crianças.

Faz que saibamos acolher quem é rejeitado,
sermos atentos às necessidades dos últimos.

Faz que a ternura seja a marca do nosso agir,
da nossa forma de acolher.

Torna-nos instrumentos de paz,
testemunhas do teu amor,
ativos na construção do teu reino.

Dá-nos o olhar claro das crianças,
a simplicidade do seu coração,
a maravilha pelos teus dons,
e elimina todos os sinais de presunção
e de orgulho que há no nosso coração.

Ámen.

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