Na hora da despedida

Na hora da despedida, a redação do Mensageiro de Santo António não pode silenciar as inúmeras mensagens de mágoa e tristeza que recebemos, face à notícia de que a revista ia fechar. O motivo é uníssono: a revista tinha-se tornado um “instrumento importante para crescer na fé e na relação com Deus, com os outros e com a nossa Casa comum”; ao ponto de alguém chegar a afirmar que se trata da “melhor revista da Igreja publicada em Portugal”.

Naturalmente, ficamos sensibilizados e gratos por estas manifestações de simpatia e apoio, mas acreditamos, também, que a boa semente que foi lançada não se perderá, mas continuará a dar fruto. Não sabemos como: devemos, sim, continuar a trabalhar com generosidade na vinha do Senhor conforme os caminhos que Ele sempre abre diante de nós.

Santo António não se preocupou com a continuidade da sua obra. Quando sentiu próxima a sua despedida deste mundo, procurou simplesmente manter fixo o seu olhar no Céu, sob a proteção maternal de Maria. Esta atitude de António é mais um sinal para nós também termos confiança no Senhor, pois Ele nunca deixa faltar aos seus filhos o que eles precisam para viver com dignidade, qualidade e alegria.

Atrevo-me mesmo a dizer que, agora, cabe a cada um de nós tornar-se “mensageiro” de Santo António, encarnando o seu desejo da verdade e o seu fogo da caridade, lutando contra toda a espécie de injustiça e doando com magnanimidade tudo o que recebemos de graça.

Neste mês, em que celebramos o nascimento de Jesus, que teve em S. Francisco um grande mentor e, em Santo António, um grande pregador, queremos desejar a todos os nossos leitores e amigos um Santo Natal e um Novo Ano de Paz e de Esperança.

O “Deus que vem” conceda a todos e a cada um a Sua bênção e a Sua alegria.


Foto: Santarcangelo di Romagna, Igreja da Colleggiata: Maria apresenta o Menino a Francisco e António (pormenor), 1755, G. Melchiorre. Foto Claudio Pagliarani