Na Bula de indicção do jubileu, Spes non confundit, o Papa Francisco escreveu que “a vida cristã é um caminho, que precisa também de momentos fortes para nutrir e robustecer a esperança” (n. 5).
O jubileu é um destes eventos, oferecidos ao nosso tempo para não cair na tentação do pessimismo e do desânimo que geram resignação e preguiça, enquanto a esperança suscita o desejo e impulsiona a ação.
No dia 1 de Junho, somos convidados como Arciprestado Coimbra Urbana, a participar e viver a nossa peregrinação jubilar, a tornarmo-nos “peregrinos de esperança”, como amava repetir Papa Francisco.
O irmão Roger Schutz, fundador da comunidade de Taizé, costumava falar aos jovens da “bela esperança humana”. Ainda que frágil, dizia, a esperança humana é bela, porque faz florescer a vida: é o desejo de um bem incerto, mas suficiente para mover o coração e as mãos.
Não se pode viver e agir sem um mínimo de fé no futuro. Sem a esperança de um amanhã melhor, nunca se teria dado um único passo para alcançar aquelas que, mais tarde, se tornaram as maiores conquistas da humanidade.
Na Bula de indicção do Ano Jubilar, o saudoso Papa Francisco deixou-nos três palavras para fazer crescer a virtude da esperança: a peregrinação, a porta e a indulgência.
É quanto procuraremos viver no domingo, 1 de Junho (e nos dias preparatórios), abandonando o lugar em que vivemos de costume – com os seus hábitos e mentalidade – indo para outro lugar, para um lugar sagrado, para encontrar Deus e os irmãos.
Contudo, terá que ser uma “peregrinação-desorientação” e não um “passeio turístico pela cidade”! Um caminho e um destino que mudem as nossas mentes e corações, que nos aproximem de Deus e reparem as consequências do pecado.